Com os dados disponíveis no momento, e não esperando que novas limitações da actividade económica tais como aquelas que sucederam em Março deste ano tenham lugar, prevê-se que a taxa de desemprego global possa atingir os 10,2% no final do ano.

Destaque para as Regiões do Algarve, Lisboa e do Norte, onde a tendência negativa no emprego deverá ser mais evidente, atingindo mesmo a fasquia dos 11,4% na região do Algarve. Lisboa e Norte deverão chegar aos 10,7% e 10,4%, respectivamente.  Em contrapartida, no Alentejo e na Região Centro a taxa de desemprego não deverá ultrapassar a barreira dos 10%, sempre abaixo da média nacional mas ainda assim um valor muito elevado face à realidade anterior.

O modelo aponta para que, na performance por concelho, em termos de desemprego, ocorra uma grande dispersão durante 2020. À semelhança do que se verifica com as Regiões, se há concelhos onde a taxa de desemprego não deverá ultrapassar os 6% (Oleiros, Mêda, Melgaço, Ferreira do Zêzere) – ficando muito abaixo da média nacional, outros há onde se prevê que a taxa de desemprego oficial possa ultrapassar os 30% (Albufeira). Entre os 278 concelhos de Portugal continental, 11 deverão encerrar 2020 com uma taxa de desemprego superior a 20% - Albufeira, Mourão, Moura, Sines, Murça, Monforte, Lamego, Moimenta da Beira, Barreiro, Barrancos e Moita.

Estima-se que o pico dos internamentos tenha ocorrido entre 16 e 18 de abril com cerca de 1300 internados, sendo que o pico de internados em UCI foi atingido a 7 de abril com cerca de 270 internados em UCI. Prevê-se que no final de maio o número de internados não ultrapasse os 630, dos quais cerca de 100 em UCI.

“Neste momento, e já incluindo alguns dados relativos ao relaxamento das medidas de confinamento e ao aumento da mobilidade dos portugueses, os dados apontam para uma tendência de redução progressiva do número de internados, e de internados em UCI”, nota Pedro Simões Coelho, um dos coordenadores do dashboard COVID-19 Insights. O Professor catedrático da NOVA IMS, que coordena também o estudo anual da NOVA IMS sobre a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), destaca ainda a importância destes dados para o dimensionamento da resposta do SNS.  Por seu lado, Jorge Portugal, Director Geral da COTEC Portugal sublinha que “a análise dos dados aponta no sentido de continuar o plano de desconfinamento e assim restabelecer as condições de pleno funcionamento da economia, sem colocar em causa a resposta do SNS nem a saúde dos portugueses”.

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